Do sonho à realidade
Amanhã gostaríamos de acordar num mundo melhor, no qual não fosse necessário existirem Associações como a nossa. Esse é o nosso grande sonho. O sonho de todos nós.
Mas, embora não paremos de o sonhar, a verdade é que diariamente somos confrontados com uma realidade que se mostra longe deste sonho.
É por termos essa consciência que sabemos que não podemos parar, que temos de conseguir a fazer mais e melhor. E para isso não basta a nossa força, precisamos da ajuda de todos.
Embora possa parecer que tudo está bem, já se dedicou a olhar com olhos de ver a realidade do seu vizinho da porta ao lado?
Alguma vez se perguntou, se a pessoa que se cruza consigo - cheia de simpatia e de sorriso fácil, sempre pronta para contar uma história ou rir duma anedota, disponível e generosa nas atitudes - no autocarro, no comboio, na fila do supermercado, no café, na rua, no centro de saúde, onde for, é a pessoa que aparenta ser, sem dificuldades e sem necessidades, ou se pelo contrário reserva uma história de vida cheia de problemas, carência económica e afectiva, sofredora que se esconde por detrás das gargalhadas, envergonhada para assumir que necessita de apoio material e afectivo?
É que há tanta pobreza escondida, tanta dificuldade dissimulada com atitudes de felicidade inexistente.
A pobreza tem vários rostos, várias origens, diferentes modos de se apresentar, consoante a educação, a formação e o modo de ser da pessoa em questão.
Os vários rostos da necessidade
Há os que se mostram andrajosos e desleixados e dão imediatamente nas vistas; são o que parecem!
Há os que ostentam uma imagem de limpeza e brilho e parecem querer esconder as suas dificuldades, para que não se sintam menos do que gostariam de ser e sentem que merecem ser.
Há os que buscam apoio, ajuda, enquadramento e nunca se escondem atrás de si mesmos, ainda que por vezes nem façam uso correcto dos apoios que lhes são concedidos. Açambarcam, para não correrem riscos inesperados e mostram-se alheios às dificuldades dos demais.
Existem ainda os que ficam na sombra, à distância, e buscam o apoio de que necessitam por interposta pessoa (o marido, os filhos, a vizinha, a amiga) sem nunca se exporem, pois consideram uma vergonha mostrar as suas dificuldades aos outros, especialmente os que estão próximos e os conhecem.
Ainda haverá outros... com os seus próprios estigmas e personalidades.
Por isso precisamos de si, de todos. Para ajudar e para estar atento aos que mais necessitam, especialmente àqueles que se fecham sobre si mesmos e se deixam vencer pela solidão e pelo derrotismo, perante as dificuldades que os cercam.
NÃO SE FECHE ÀS NECESSIDADES DO OUTRO!
NÃO SE DEIXE FECHAR À SOLIDARIEDADE AO OUTRO!
AJUDE-NOS A AJUDAR!
Ajude-nos a fazer mais e melhor!
Saiba Como Ajudar